A aposta foi definida: participação pública.
Do princípio ao fim. Por isso foi criado um Grupo Coordenador (GC) com um envolvimento alargado de parceiros para liderar todo o processo. Na Fase 1 o GC era constituído por representantes de cada Autarquia, de cada Conselho Municipal de Ambiente e dos seguintes parceiros estratégicos: Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, Direcção Regional de Agricultura de Entre-Douro e Minho, Associação Empresarial de Portugal, Ordem dos Engenheiros, Organizações Não Governamentais de Ambiente, União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social, Águas do Douro e Paiva e DECO – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor.
Na fase de Alargamento o GC era constituído pelo representante de cada Autarquia, com assento no Conselho de Vereadores de Ambiente da AMP.
Para alcançar os objectivos do Futuro Sustentável, nomeadamente a reflexão e participação dos cidadãos na definição do desenvolvimento sustentável na região foram adoptados vários instrumentos, entre os quais o questionário "Sinal Verde" (Fase 1).
Outro meio de contacto e de recolha de opiniões foi a realização de sondagens, tanto na Fase 1 como na Fase de Alargamento. A auscultação directa teve como propósito identificar os problemas e potencialidades locais e regionais mais frequentemente sentidos, com o intuito de hierarquizar as prioridades da população metropolitana.
Ao longo das duas fases de trabalho foram realizadas reuniões participativas abertas à população, em cada um dos Concelhos, para discutir visões de futuro para o desenvolvimento sustentável da AMP, os principais problemas ambientais da região e as medidas necessárias.
Foram ainda realizadas reuniões com diversas instituições e especialistas, incluindo as Juntas de Freguesia, estas entidades, dada a proximidade aos problemas, estão numa posição privilegiada para agir.
Foram realizadas largas dezenas de reuniões com os técnicos e políticos das diferentes Câmaras Municipais.
Toda a informação recolhida foi tratada e integrada em diferentes Relatórios ao nível metropolitano e concelhio, de modo a facilitar a sua utilização por políticos, técnicos e outros líderes da região.
Em Março de 2004 nasceu o primeiro Conselho Municipal de Ambiente (CMA), concretamente no Porto. Os CMA são estruturas por excelência da discussão e participação cívica ao nível municipal, procurando integrar os diversos sectores e interesses da sociedade. Em Maio surgiu o CMA na Póvoa de Varzim. Até ao momento foram realizadas cerca de duas dezenas de reuniões. O CMA da Póvoa de Varzim dinamizou o Seminário "Resíduos agrícolas, problemas, soluções" e está a trabalhar na gestão dos resíduos produzidos nas áreas portuárias. No Porto foram discutidos assuntos como as obras do Metro na Avenida dos Aliados, o funcionamento das ETARs ou a construção dos molhes no Rio Douro. Estão em criação outros CMA (Valongo…).
Um dos pilares do projecto passa por fomentar o envolvimento de diversas instituições na definição e implementação das medidas ambientais prioritárias. Para aprofundar esta ligação foi criada a figura de "Parceiro Local do Futuro Sustentável", entidade com uma ligação privilegiada ao projecto. Integram neste momento a Rede de Parceiros Locais 63 entidades, das quais 26 Juntas de Freguesia e 21 associações. A adesão é livre.
Em 2004 foi organizado o Concurso "Pensar o Grande Porto" para promover na opinião pública uma reflexão sobre a região e reconhecer o papel de iniciativas locais, com resultados visíveis, que contribuem para a melhoria da qualidade do ambiente ou para fomentar um espírito de cidadania activa das pessoas.
Em Junho de 2005 foi organizado o Fórum "Ambiente no Grande Porto", que teve nova edição em Julho de 2008 com a apresentação final do Plano de Acção. O objectivo definido foi estimular uma discussão aprofundada sobre as estratégias a adoptar para melhorar o ambiente na AMP e dar visibilidade a projectos exemplares.
O primeiro encontro decorreu no Fórum da Maia, e foi organizado em redor das quatro áreas temáticas prioritárias. Para cada tema foram realizadas sessões em Plenário e Grupos de Trabalho (apresentação de projectos exemplares e propostas de intervenção, seguidas de debate). Foi ainda realizada uma exposição com projectos da Região.
No segundo Fórum Ambiente da Área Metropolitana do Porto além da apresentação pública do Plano de Acção Regional realizou-se um debate sobre instrumentos de participação pública e casos práticos da sua aplicação, a nível nacional e internacional.
Sendo o objectivo do projecto não apenas "ouvir" mas também partilhar reflexões e sensibilizar, têm sido realizadas campanhas temáticas, concretizadas através da edição de fichas temáticas, com ampla distribuição na região (10.000 exemplares cada). Até ao momento foram abordados os temas da Mobilidade, Resíduos e Energia, seguindo-se a Conservação da Natureza e a Água.
Foram estabelecidas parcerias com jornais locais e regionais. São periodicamente publicadas campanhas de sensibilização, artigos de opinião de especialistas e informação actualizada sobre o projecto. Foram publicados artigos sobre Participação Pública, Transportes, Resíduos, Espaços Verdes, Consumo, Transgénicos, Agricultura e Energia.